Introdução
Vocês já devem conhecer a hashtag #BPMGirls, que é tão usada nas redes sociais da dheka. O post de hoje é especificamente voltado para as nossas BPM Girls. BPM Girls é um projeto lançado pela dheka cujo slogan é “mulheres bem-sucedidas na área de gestão inspirando meninas da computação”. Ainda que se reconheça a existência de profissionais do gênero masculino com resultados amplamente satisfatórios na área de BPM, este não é o foco de interesse deste projeto.
Por que o BPM Girls existe?
Talvez você esteja se perguntando por que criamos o BPM Girls. A participação de mulheres nas áreas de Computação e Tecnologias da Informação é extremamente baixa e está diminuindo ano após ano. Tal fato é preocupante já que diversidade em qualquer ambiente é de vital importância para sua evolução, principalmente na tecnologia em que o papel dos usuários finais está mudando e eles passaram de consumidores para produtores não só de conteúdo, mas de tecnologia.
Ao longo das últimas décadas, programas internacionais (WIT – Women in Techonology) e nacionais (projeto Meninas Digitais da Sociedade Brasileira de Computação) têm como foco aumentar a participação das mulheres na tecnologia, desenvolvendo lideranças, educação tecnológica e o empoderamento de mulheres como protagonistas na indústria da inovação e tecnologia.
O Brasil ocupa um triste 91º lugar no hanking de países que mais sustentam desigualdades econômicas baseadas em gênero, segundo relatório feito pelo Fórum Econômico Mundial, com dados desde 2016. O total de países estudados é de 144. Apesar da crise econômica e política que fez com que o desemprego crescesse para todos, registrou-se que o desemprego entre mulheres é cerca de 30% maior que entre indivíduos do gênero masculino. Mesmo assim, atualmente, quase metade dos pequenos negócios no Brasil são liderados por mulheres. Analisando o mercado, vemos que mulheres empreendedoras e que estão em altas posições de liderança, ainda são um número menor do que a gente gostaria.
Então, criar oportunidades para elas no mercado de trabalho e apoiar as suas iniciativas empreendedoras se faz cada vez mais necessário. Não é à toa que uma grande empresa, como o Google lançou o Cresça com o Women Will da Google, um programa de capacitação para o desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres. Seja para encontrar novas oportunidades de emprego, mudar de carreira ou abrir seu negócio.
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O que queremos?
Um dos objetivos é do projeto é incentivar cada vez mais a participação feminina na área de gestão. Já existem diversas iniciativas no Brasil e no mundo visando estimular a participação nas áreas de Tecnologia. Entretanto, a maioria é focada no desenvolvimento ou programação de software, como o Minas Programam.
A área de BPM, por ser mais dedicada à gestão, tipicamente atrai muitas profissionais e pesquisadoras do gênero feminino. Desta forma, a área de BPM pode exercer um papel muito importante de atração de alunas para os cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, de graduação ou pós-graduação, onde a presença feminina vem se mantendo bastante tímida ao longo dos últimos anos.
A existência de outras mulheres bem-sucedidas na área – atuando nos papéis de pesquisadoras, profissionais e professoras – pode servir de exemplo e inspirar as meninas a conhecerem a áreas e a se interessar pelos seus cursos de formação. Também pode estimular a atuação profissional de mulheres no papel de analistas de processos em projetos de BPM no mercado.
Esse projeto tem por objetivo, portanto, utilizar a temática de Gestão de processos de Negócio (BPM) para contribuir com o aumento do interesse das mulheres pela Tecnologia da Informação, motivando alunas a seguir carreira na área e emponderando as profissionais e empreendedoras.
A nossa ideia com o BPM Girls é criar uma comunidade de mulheres líderes na área de gestão de processos com diferentes perfis. Esta proposta irá impactar majoritariamente o universo feminino tanto do ponto de vista das líderes do setor quanto das aprendizes interessadas.
Por um lado, estaremos aproximando as alunas de ensino médio que muitas vezes têm dúvidas se elas se encaixariam em uma área de Tecnologia da Informação. Isso acontece porque elas percebem que há um número elevado de homens nessa área e podem pensar que ficariam deslocadas ou porque elas não conseguem identificar facilmente uma participação feminina na área.
Estas meninas serão motivadas, incentivadas e inspiradas por mulheres em início ou desenvolvimento de carreira, que são profissionais, alunas de mestrado ou doutorado, professoras, pesquisadoras, analistas de processos ou empreendedoras na área e que estão atuando na área de gestão.
Por outro lado, estas profissionais também são inspiradas por mulheres líderes que são bem-sucedidas na área de gestão: grandes empresárias, empreendedoras de destaque, pesquisadoras proeminentes e que têm, também dentro dessa comunidade das BPM Girls, chances de dar maior visibilidade ao seu trabalho, de ter reconhecimento da sua senioridade e ao mesmo tempo têm a oportunidade de contribuir para a formação e para o estímulo desses outros perfis que eu mencionei anteriormente. A identificação desta liderança feminina também pretende ampliar a sua visibilidade no mercado ao dar destaque a sua atuação. Desta forma, pretende-se ajudar a equilibrar a balança de um mercado que tradicionalmente oferece mais reconhecimento aos sucessos masculinos.
Então, a ideia do BPM Girls é formar uma rede win-win, que é como chamamos uma rede onde todas se beneficiam, agregando ganhos e benefícios para todas as partes envolvidas. A dheka tem muito orgulho de ter a chance de estar congregando todas essas mulheres.
Andamento do Projeto
A dheka começou a divulgar esse projeto recentemente: a primeira palestra sobre o tema foi no Rio Info, que é o maior evento de TI no Rio de Janeiro, onde aconteceu uma sessão chamada Mulheres Tech, com a participação de mulheres de diferentes áreas relacionadas à tecnologia. Nesta ocasião, tivemos a chance de apresentar e discutir sobre esse projeto.

Mais recentemente, a Andréa também participou de um curso promovido pelo British Council em parceria com o Museu do Amanhã, chamado Mulheres na Ciência e Inovação, onde foram selecionadas a nível nacional 35 mulheres da área de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), para estarem sendo estimuladas e inspiradas também por outras grandes empresárias e grandes pesquisadoras da área. Lá também houve a chance falar um pouco sobre o projeto do BPM Girls e aprofundar as ideias para esse projeto.

Também em 2019, houve a orientação de um trabalho de Iniciação Científica de um aluno de Ensino Médio que iniciou nossas primeiras pesquisas sobre o assunto. Este aluno, apesar não ser uma BPM Girl (rsrs), esteve em contato com a área de processos e teve a oportunidade de conhecer um pouco mais dos cursos, bibliografia e pesquisadores da área. Assim, também serviu como termômetro para a aproximação entre alunos do Ensino Médio ao universo corporativo.
Em 2024, Andréa teve a honra de palestrar na SENAC Rio Summit 2024, sobre “Mulheres que Inspiram Mulheres na Tecnologia” para um público jovem, diverso e engajado. Sabemos a importância de promover a participação de mulheres nas áreas de Computação e Tecnologia da Informação. Por isso a importância de falar abertamente sobre isso, a fim de inspirar outras mulheres a seguirem na profissão. Foi um momento em que pudemos trocar com diversas mulheres e reforçar o nosso compromisso com o BPM Girls.

Vamos aumentar a nossa rede!
O projeto BPM Girls ainda está em um momento de articulação da Comunidade, através de contatos com outras profissionais da área. Então, o nosso pedido para você é: se você conhece alguma BPM Girl que não faz parte da nossa comunidade, que ainda não está acompanhando a dheka ou ainda não está na nossa rede: indique o projeto para essa BPM Girl!
Nesse momento o mais importante é que a gente estabeleça esses contatos. As divulgações que fizemos já trouxeram alguns retornos como por exemplo convites para palestras em escolas de ensino médio, oportunidades de conversar com alunas de ensino médio para esclarecer as dúvidas, mostrar exemplos, entrevistas com outras mulheres pesquisadoras líderes na área de forma a entender também as propostas e visões de cada uma delas.
Então nós temos trabalhado bastante nos bastidores em cima disso e achamos que finalmente chegou a hora de compartilhar todas essas ideias com os nossos BPM Friends, porque também tem espaço para os meninos, para os homens, e são todos muito bem-vindos.
Gostou da proposta do projeto? Divulgue nas suas redes sociais e vamos aumentar a nossa rede de BPM Girls para que a gente possa ter um alcance cada vez maior e a possibilidade de participarmos de palestras, eventos e encontros nesse tema.
Publicado por: Andréa Magalhães
CEO e Fundadora da dheka – Especialista em BPM – Professora e Pesquisadora
Atuou durante 7 anos como professora do Instituto de Computação (IC) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou como pós-doutora e pesquisadora pela COPPE/UFRJ em 2014 e na UNIRIO em 2015. Concluiu seu doutorado em Engenharia de Software com foco em Processos e Colaboração pela COPPE/UFRJ em 2013.
Experiência de participação em projetos de consultoria para diferentes empresas, como B3, Marinha, Petros, Vale, TIM, Petrobras, SENAI-CETIQT, Shell, Arquivo Nacional e Mongeral Aegon. Atua há 20 anos nas áreas de Gestão de Processos de Negócio (BPM), Gerência de Projetos e Requisitos. Atuou durante 2,5 anos como Gerente na Ernst Young (EY). Certified Business Process Professional (CBPP).
Também ministra cursos de pós-graduação e extensão, orienta alunos e possui trabalhos publicados em congressos e revistas nacionais e internacionais.
Como Expert Digital, mantém o canal do Youtube da dheka, os podcasts do canal dhekaCast no Spotify, Deezer e Apple Podcast, contribui com publicações para o blog da dheka e atua como Palestrante e Mentora.